Argentinos protestam contra cortes em universidades Dezenas de milhares de argentinos protestaram em Buenos Aires contra cortes de verbas para universidades públicas. Os manifestantes carregavam cartazes com frases como “Em defesa da universidade pública” e “A educação é um direito, não um privilégio”. Em 2025, o Congresso argentino aprovou uma lei para atualizar o orçamento das universidades e reajustar salários de acordo com a inflação, mas o governo do presidente Javier Milei ainda não implementou o financiamento previsto na medida. Trabalhadores e estudantes universitários argentinos marcham em protesto contra o corte de verbas para universidades públicas, em Buenos Aires. Cristina Sille/Reuters Salários e orçamento universitário “Sem essa lei, temos menos recursos para ciência, pesquisa, bolsas de estudo e para garantir o acesso dos estudantes à universidade”, afirma Sofía Martínez Naya, da Federação Universitária de La Plata. A principal federação de docentes da Argentina afirma que os salários da categoria caíram 33% desde a eleição de Milei. “Meu salário em abril foi de 221 mil pesos [cerca de R$ 780]. Qual é o impacto disso hoje? Significa que a qualidade do ensino é afetada, porque precisamos assumir vários trabalhos, já que ser apenas professor não é suficiente. Com a inflação acumulada nos últimos dois anos, nossos salários estão abaixo da linha da pobreza”, diz Carolina Conti, professora da Faculdade de Ciências Veterinárias da Universidade Nacional de La Plata. Caso a lei de financiamento não seja implementada, a expectativa é que a Suprema Corte intervenha. Ainda não há prazo para uma decisão do tribunal.
Argentinos protestam contra cortes em universidades
Escrito em 13/05/2026
Argentinos protestam contra cortes em universidades Dezenas de milhares de argentinos protestaram em Buenos Aires contra cortes de verbas para universidades públicas. Os manifestantes carregavam cartazes com frases como “Em defesa da universidade pública” e “A educação é um direito, não um privilégio”. Em 2025, o Congresso argentino aprovou uma lei para atualizar o orçamento das universidades e reajustar salários de acordo com a inflação, mas o governo do presidente Javier Milei ainda não implementou o financiamento previsto na medida. Trabalhadores e estudantes universitários argentinos marcham em protesto contra o corte de verbas para universidades públicas, em Buenos Aires. Cristina Sille/Reuters Salários e orçamento universitário “Sem essa lei, temos menos recursos para ciência, pesquisa, bolsas de estudo e para garantir o acesso dos estudantes à universidade”, afirma Sofía Martínez Naya, da Federação Universitária de La Plata. A principal federação de docentes da Argentina afirma que os salários da categoria caíram 33% desde a eleição de Milei. “Meu salário em abril foi de 221 mil pesos [cerca de R$ 780]. Qual é o impacto disso hoje? Significa que a qualidade do ensino é afetada, porque precisamos assumir vários trabalhos, já que ser apenas professor não é suficiente. Com a inflação acumulada nos últimos dois anos, nossos salários estão abaixo da linha da pobreza”, diz Carolina Conti, professora da Faculdade de Ciências Veterinárias da Universidade Nacional de La Plata. Caso a lei de financiamento não seja implementada, a expectativa é que a Suprema Corte intervenha. Ainda não há prazo para uma decisão do tribunal.

