Luísa Sonza regrava no álbum 'Bossa sempre nova' o samba 'Diz que fui por aí', lançado por Nara Leão (1942 – 1989) em disco de 1964 Reprodução / Instagram Luísa Sonza ♫ ANÁLISE ♬ Embora tenha sido revelado na voz de Nara Leão (1942 – 1989), cantora associada à bossa nova, o samba “Diz que fui por aí” (Zé Ketti e Hortênsio Rocha, 1964) é música distante do universo sal, céu, sol e sul do cancioneiro do movimento que irrompeu em 1958 na batida diferente do violão de João Gilberto (1931 – 2019). Por isso mesmo, o samba é a maior surpresa do repertório selecionado por Luísa Sonza para o álbum “Bossa sempre nova”. Apresentado no primeiro álbum de Nara, lançado em fevereiro de 1964 com repertório que rompia com o cancioneiro tradicional da bossa nova (mas não exatamente com a sonoridade do gênero..), “Diz que fui por aí” é um dos 13 standards regravados por Luísa Sonza no álbum assinado pela artista com Roberto Menescal e com Toquinho. Em repertório dominado por canções de Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994) e Vinicius de Moraes (1913 – 1980), além dos próprios Menescal e Toquinho, a cantora dá voz a clássicos como “O barquinho” (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, 1961), “Consolação” (Baden Powell e Vinicius de Moraes, 1963), “Samba de verão” (Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, 1964), “Só tinha de ser com você” (Antonio Carlos Jobim e Aloysio de Oliveira, 1964), “Você” (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, 1964), “Triste” (Antonio Carlos Jobim, 1967), “Tarde em Itapoã” (Toquinho e Vinicius de Moraes, 1971), “Águas de março” (Antonio Carlos Jobim, 1972) e “Carta ao Tom 74” (Toquinho e Vinicius de Moraes, 1974). Entre os temas menos famosos do álbum “Bossa sempre nova”, mas ainda assim bastante conhecidos no universo da bossa nova, Luísa Sonza regravou “Ah! Se eu pudesse“ e “Nós e o mar”, duas parcerias de Roberto Menescal com Ronaldo Bôscoli (1928 – 1994), ambas apresentadas em discos lançados em 1962. Programado para ser lançado às 21h de terça-feira, 13 de janeiro, o álbum “Bossa sempre nova” traz uma música inédita no repertório, “Um pouco de mim”, parceria de Luísa Sonza com Roberto Menescal.
Luísa Sonza surpreende ao incluir um samba de Zé Ketti no repertório de clássicos do álbum 'Bossa sempre nova'
Escrito em 11/01/2026
Luísa Sonza regrava no álbum 'Bossa sempre nova' o samba 'Diz que fui por aí', lançado por Nara Leão (1942 – 1989) em disco de 1964 Reprodução / Instagram Luísa Sonza ♫ ANÁLISE ♬ Embora tenha sido revelado na voz de Nara Leão (1942 – 1989), cantora associada à bossa nova, o samba “Diz que fui por aí” (Zé Ketti e Hortênsio Rocha, 1964) é música distante do universo sal, céu, sol e sul do cancioneiro do movimento que irrompeu em 1958 na batida diferente do violão de João Gilberto (1931 – 2019). Por isso mesmo, o samba é a maior surpresa do repertório selecionado por Luísa Sonza para o álbum “Bossa sempre nova”. Apresentado no primeiro álbum de Nara, lançado em fevereiro de 1964 com repertório que rompia com o cancioneiro tradicional da bossa nova (mas não exatamente com a sonoridade do gênero..), “Diz que fui por aí” é um dos 13 standards regravados por Luísa Sonza no álbum assinado pela artista com Roberto Menescal e com Toquinho. Em repertório dominado por canções de Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994) e Vinicius de Moraes (1913 – 1980), além dos próprios Menescal e Toquinho, a cantora dá voz a clássicos como “O barquinho” (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, 1961), “Consolação” (Baden Powell e Vinicius de Moraes, 1963), “Samba de verão” (Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, 1964), “Só tinha de ser com você” (Antonio Carlos Jobim e Aloysio de Oliveira, 1964), “Você” (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, 1964), “Triste” (Antonio Carlos Jobim, 1967), “Tarde em Itapoã” (Toquinho e Vinicius de Moraes, 1971), “Águas de março” (Antonio Carlos Jobim, 1972) e “Carta ao Tom 74” (Toquinho e Vinicius de Moraes, 1974). Entre os temas menos famosos do álbum “Bossa sempre nova”, mas ainda assim bastante conhecidos no universo da bossa nova, Luísa Sonza regravou “Ah! Se eu pudesse“ e “Nós e o mar”, duas parcerias de Roberto Menescal com Ronaldo Bôscoli (1928 – 1994), ambas apresentadas em discos lançados em 1962. Programado para ser lançado às 21h de terça-feira, 13 de janeiro, o álbum “Bossa sempre nova” traz uma música inédita no repertório, “Um pouco de mim”, parceria de Luísa Sonza com Roberto Menescal.